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📊 GRÁFICO DO DIA: A China pode colocar um freio na alta do preço das commodities

Publicado dia: 09/04/2021 09:58

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O NBS (National Bureau of Statistics of China) divulgou nessa madrugada o dado de inflação ao produtor (PPI) na China referente a março. No período, o gigante asiático registrou alta de 4,4% em relação ao mesmo mês de 2020, acima do esperado pelos analistas (3,5%) e bem acima do reportado em fevereiro (1,7%).

A contínua expansão do crédito para alavancar a demanda doméstica e a forte alta no preço das commodities são os fatores que trazem pressão inflacionária ao produtor chinês.


OFERTA DE CRÉDITO NA MÁXIMA IMPULSIONA INFLAÇÃO AO PRODUTOR

Em parte, a alta no preço das commodities ao redor do globo está relacionada a expansão contínua do crédito na China. Com mais dinheiro circulando na economia, a demanda por produtos básicos é impulsionada e isso acaba refletindo numa alta do preço desses bens.

Atualmente, a oferta de crédito acumulado em 12 meses é de 35 trilhões de yuan (US$ 5,338 trilhões) e está na máxima histórica. E esse volume gigantesco de oferta monetária estimula investimento em infraestrutura, o que impulsiona o preço das commodities metálicas. O preço das commodities minerais, como petróleo, também sofre aumento da demanda, já que a população passa a ter mais recursos para viajar e passear. E as agrícolas também são beneficiadas, já que mais recurso no bolso da população significa uma alimentação maior a base de proteína, impulsionado a demanda por ração animal (soja e milho).


GOVERNO PRETENDE REDUZIR A OFERTA DE CRÉDITO, O QUE PODE PREJUDICAR AS COMMODITIES

Após estimular a expansão contínua de oferta de crédito na China, afim de fomentar o crescimento da demanda interna e, consequentemente, do PIB do país, o governo do gigante asiático pretende reverter esse quadro expansionista de oferta monetária.

Risco de pressão inflacionária é a grande preocupação nesse momento, já que a meta de inflação é de 3% e como observado em março, a inflação ao produtor está bem acima desse objetivo. Ademais, risco de bolha no mercado crédito chines também está no radar da autoridade monetária daquele país.

Ao invés de elevar a taxa de juros nesse momento de incertezas da pandemia ao redor do globo, o BC chinês estaria mirando reduzir o volume de crédito.

E se confirmando essa queda de oferta de crédito, o preço das commodities tendem a cair, em especial, minerais e metálicas. E com menos demanda por esses produtos básicos, a importação dessas commodities deverão retrair, impactando negativamente a moeda dos países emergentes produtores desses bens. 


VÍDEO GRÁFICO DO DIA
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