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Soja (CBOT) : --
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MERCADOS NA ÁSIA: Clima benéfico e dólar forte derrubam commodities

Publicado dia: 12/04/2021 07:37

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Acompanhe os Destaques dessa madrugada


❶ BOLSA DE DALIAN

Futuros do milho, do farelo e do óleo de soja na Bolsa de Dalian iniciam a semana sob pressão. As revisões do USDA na última 6ª-feira mostram aumento dos estoques de soja no mundo por conta da redução do processamento na China e aumento da produção no Brasil, trazendo pressão de baixa para as cotações da soja na CBOT.

O aumento da oferta de soja no Brasil trará como consequência aumento da oferta de matéria prima para as indústrias chinesas e consequente aumento da oferta de derivados, pressionando assim as cotações do farelo e do óleo de soja em Dalian.

Para o mercado chinês, o grande desafio continua sendo o controle das zoonoses, o que acaba colocando um freio no crescimento mais rápido da população de suínos. O governo chinês reportou mais casos de ASF no início da semana passada no Norte do país, confirmando que a doença novamente está espalhada por todo território chinês.

  • FARELO (Dalian) -68 @ 3453 CNY/ton;
  • ÓLEO DE SOJA (Dalian) -100 @ 8560 CNY/ton;
  • MILHO (Dalian) -37 @ 2617 CNY/ton;

Saiba mais sobre as vendas de farelo na China em AGROCHINA: Vendas de farelo de soja na China voltaram a crescer. Boa notícia para o Brasil 


❷ CBOT

Mercado climático começou. Os mapas mostram clima benéfico para os próximos 15 dias para grande parte das regiões produtoras de milho e soja nos EUA. No entanto, no norte dos EUA o clima segue seco, trazendo riscos às regiões produtoras de trigo primavera.

As revisões do USDA na última 6ª-feira mostram aumento dos estoques de soja no mundo por conta da redução do processamento na China e aumento da produção no Brasil, trazendo pressão de baixa para as cotações da soja na CBOT.

O clima benéfico e as revisões do USDA na última 6ª-feira trazem pressão sobre os futuros do trigo e também da soja. Já os futuros do milho seguem sustentados, uma vez que o USDA, em seu relatório de O&D de abril, trouxe aumento da demanda interna e externa pelo grão americano, apertando mais uma vez os estoques domésticos.

  • SOJA (CBOT) -8,50 @ 1395,50 ¢/bushel
  • MILHO (CBOT) +3,50 @ 580,50 ¢/bushel

Saiba mais sobre o clima em VÍDEO DO CLIMA 07/Abr 

Saiba mais sobre o relatório do USDA em DIGERINDO O USDA: Relatório POSITIVO para o milho e NEGATIVO para a soja


 MERCADO INTERNACIONAL DO MILHO

Grandes importadores de milho na Ásia continuam substituindo milho por trigo. Empresas de Taiwan abriram licitação para compra de 504 mil toneladas de trigo ração para entrega entre maio e dezembro.

Importadores na Ásia estão dando preferência ao trigo e cevada ração, produtos que nesse momento são negociados com desconto em relação ao milho.

Saiba mais sobre essa dinâmica em CORN ROUND 


❹ PROGRAMA AMERICANO DE MILHO EM QUASE 100% DO PREVISTO

O USDA foi obrigado a revisar os números de demanda para o milho americano. Na exportação a revisão foi de +2 milhões de toneladas para perto e 68 milhões. O programa americano de exportação de milho está em 66,5 milhões de toneladas, superando o total estimado anteriormente em 66 milhões de toneladas.

O total já comprometido de milho está em 66,48 milhões de toneladas a gora representa 97,8% do total previsto, dando sustentação aos futuros do milho na CBOT nessa 2ª-feira. No entanto, o total embarcado está em 36 milhões de toneladas, trazendo dúvidas quanto ao verdadeiro potencial do programa americano.

Ainda há 20 semanas pela frente, ou seja, para cumprir com os 66,48 milhões já comprometidos na exportação, os EUA precisam embarcar 1,52 milhão de toneladas por semana até o final de agosto, um número alto olhando para o histórico

Saiba sobre o programa do milho americano em UTR NEWS: Programa americano de exportação do milho chegou a 101% do previsto 


❺ PRÊMIOS

Prêmios da soja no Brasil encerraram a semana anterior mais firmes, interrompendo assim uma sequência de 14 semanas em queda. A alta na semana foi de 13 centavos por bushel para a safra velha e 5 centavos para a safra nova.

Já os prêmios do milho encerraram a semana em queda, isso por conta da maior competição internacional. Atualmente o milho brasileiro é inviável na exportação.


 MILHO B3

Futuros na B3 continuam subindo embalados pela escassez do produto e risco climático. Mercado paulista continua vazio de ofertas, dando sustentação ao indicador Esalq. No entanto, nessa 6ª-feira o indicador encerrou com leve queda.

Além do spot, outro ponto que dá sustentação aos futuros mais longos é o clima seco nas regiões produtoras do milho safrinha, trazendo pressão sobre o cenário doméstico de oferta e demanda. Os mapas continuam mostrando escassez de chuvas para a maior parte das regiões, tornando a situação cada vez mais preocupante.

Com isso, os futuros com vencimento maio passaram da casa dos R$ 100,00 a saca, enquanto que os contratos mais longos acima dos R$ 90,00 a saca, trazendo mais aperto às margens do setor de carnes. Por outro lado, os preços do milho estão fazendo seu trabalho, reduzindo a viabilidade da exportação e reduzindo a demanda interna.

Saiba mais sobre a viabilidade do milho brasileiro em COMBO: Milho B3, PPI e Viabilidade de exportação

  • ESALQ -0,12 @ 95,37 R$/saca

❼ OUTROS CEREAIS

O ministério da agricultura na Rússia elevou a estimativa de produção de trigo para 2021 de 79,8 para 81 milhões de toneladas. A concorrência com a Ucrânia e Austrália está aumentando, derrubando assim os preços nos destinos.

O Trigo na Ucrânia continua caindo, fruto do clima favorável e aumento da oferta global. Na semana passada o trigo ração no FOB portos no Black Sea registrou queda de $9 por tonelada para $245-247 por tonelada segundo a UKRA Agro. O trigo do Leste Europeu e da Austrália estão tomando mercado do milho na Ásia.


 DÓLAR FORTE

O dólar no mercado externo sobe nesse início de semana, com investidores de olho nos próximos passos do BC americano. As apostas são de ganho de ritmo acima do esperado para a economia americana, por conta do excesso de poupança nos domicílios e o rápido ritmo das vacinações.

Essa combinação deverá acelerar fortemente o consumo, contratações e crescimento da renda, o que no curto prazo poderá trazer pressão sobre os preços e a inflação, obrigando assim o BC americano a mudar seu atual discurso de juros zero até o final de 2022.

O fortalecimento do dólar já traz pressão sobre as commodities.

  • IDX +0,1% @ 92,25
  • COMMODITIES -0,11% @ 83,93

Saiba mais sobre a retirada dos estímulos nos EUA em TOUR DA SEMANA 12/abr 


Conteúdo: soja, milho
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