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📊 Gráfico do Dia: O mercado imobiliário na China não está bem

Por: Eduardo Vanin
Gráfico, Macro
Publicado em: 14/09/2021 09:18

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O mercado imobiliário na China acendeu a luz amarela. As ações da maior construtora chinesa e maior construtora global, a Evergrande, caíram para o menor nível desde 2014. Reguladores levantaram novas barreiras à forte expansão do crédito, tanto crédito rotativo às empresas como também ao financiamento imobiliário.


MERCADO IMOBILIÁRIO

Em relação ao mercado imobiliário, os reguladores chineses estão muito preocupados com a extrema alavancagem das principais construtoras do país, em especial a Evergrande, colocando barreiras ao formato de comercialização antecipada de imóveis, reduzindo assim a capacidade das mesmas em se financiar via mutuários.

As mudanças só tornam a vida da maior construtora ainda mais difícil, uma vez que credores tradicionais como fundos e bancos não estão renovando suas linhas de crédito. A Evergrande está tentando, sem sucesso, promover saldões de seus imóveis prontos ou em construção, impactando negativamente todo o mercado chinês de construção civil.

Provavelmente, se o sangramento continuar, o governo chinês terá que resgatar a empresa, o que seria de longe o maior da história.

No entanto, o que mais preocupa os reguladores chineses é o tamanho do problema. A maior construtora global possui passivos na ordem de 2 trilhões de iuan ($300 bilhões), maior que o PIB de países como o Chile e Portugal – impressionante. A quebra dessa empresa seria um baita problema para o sistema financeiro chinês. Provavelmente, se o sangramento continuar, o governo chinês terá que resgatar a empresa, o que seria de longe o maior da história.


A FESTA ACABOU?

As construtoras chinesas atuam através de uma prática muito comum, e também conhecida no Brasil, a pré-venda. Através de mutirões de venda/lançamento as construtoras levantam até 30% do montante necessário para a obra, prática que os reguladores chineses querem coibir.

Os bancos financiadores estão exigindo comprovações de início das obras aos tomadores dos empréstimos, as famílias, quebrando assim a corrente de negócios. Como resultado, as construtoras estão buscando

dinheiro novo no mercado, o que não está nada fácil nesse momento, tendo em vista a péssima avaliação de crédito das mesmas.

A figura mostra o desempenho das ações da Evergrande. Como se pode ver, o valor de suas ações está no menor nível desde 2017. Se a construtora chinesa vier a falir, será o maior ticket da história, ganhado de longe das cifras de 2008. A seguir a lista das maiores cifras das too big to fail de 2008:

AIG: $180 bilhões;

Financiadoras de hipotecas nos EUA (duas empresas): $300 bilhões;

Montadoras (duas empresas): $85 bilhões;


VÍDEO GRÁFICO DO DIA
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